Assista à entrevista a David Kirkpatrick, autor de o "Efeito Facebook", o único livro sobre o fenómeno social do momento que conta com a colaboração de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.
Esta entrevista foi realizada em Julho de 2011.
Mas há mais.
A escassas horas do grande dia "D" no mercado bolsista, fique a saber que "Já há muitos portugueses a postos para investir no Facebook", como escreve o jornalista Rui Barroso na edição de hoje do DE. E, leia ainda a opinião de Peter Cohan ( Facebook is getting smaller, publicada dia 24 de Abril na Forbes). O mesmo autor publicou, hoje, um artigo denominado "Is Facebook Moving Back to Massachusetts?".
E se quer saber se " Is Facebook's Stock Worth The Investment?" assista ao vídeo: http://www.thebostonchannel.com/video/31
Segundo Peter Cohan "I was interviewed Tuesday on Boston’s ABC affiliate, WCVB, on whether individual investors should buy Facebook stock at its May 18 IPO."
Leia, assista e - caso possa - decida.
TOP 10
dos Livros de Economia e Gestão mais vendidos
De 7 a 13 de Maio de 2012
1
A Economia dos Pobres
Abhjit V. Banerjee /Temas e Debates
2
Olhos nos Olhos
Judite de Sousa e Medina Carreira/Oficina do Livro
3
Imagine - De onde vem a Criatividade
Jonah Lehrer/Lua de Papel
4
Mourinho - Liderança, Trabalho em Equipa
Fernando Ilharco/ Universidade Católica Editora
5
Viver sem Chefe (leia sobre o livro aqui)
Sergio Fernandez/Marcador
6
O Líder sem Título
Robin Sharma/Lua de Papel
7
Boas Raparigas não sobem na Vida (3ed)
Lois Frankel/Lua de Papel
8
A Dívida (Dura) - Portugal na Crise do Euro (leia a entrevista ao autor aqui)
Mariana Mortágua e Francisco Louçã/ Bertrand
9
Criar Modelos de Negócios
Alexander e Yves Osterwalder/Dom Quixote
10
Os 8 P´s do Marketing (leia entrevista ao autor aqui)
Conrado Adolpho/Texto
O Top Económico é publicado, na edição de SEXTA-FEIRA, do DE na coluna "Ideias em Estante".
Este Top é o primeiro TOP nacional quantitativo de Livros de Economia e Gestão.
É elaborado com a colaboração da Almedina, Babel, Barata, Bertrand, Book.it, Bulhosa e Fnac.
Até quando vai ficar parado?
"VIVER SEM CHEFE" é o 'bestseller' numa altura em que o desemprego é recorde e as alternativas ao trabalho tradicional são cada vez mais procuradas.
Já alguma vez deu por si a desesperar com o seu chefe? A não se identificar com os valores de quem coordena o seu trabalho? A pensar "o que é que eu estou aqui a fazer?" E pior, a ver atitudes desumanas por parte de quem devia dar o exemplo - mais do que não seja para motivar e para não criar sentimentos de "injustiça" e de "desconfiança"? Se sim, este livro "Viver sem Chefe - Trabalhar de forma independente" é para si. Mas não só. Este livro é também para todos aqueles que têm ideias empreendedoras mas não sabem como as desenvolver. Às vezes os projectos estão quase a acontecer mas por um pequeno "se" não seguem em frente. Porquê? Muitas vezes por falta de informação. Por outras, porque existe falta de coragem para dar o 'click' necessário à mudança. (Caro leitor, permita-me que acrescente que muitas vezes, ainda, e hoje cada vez em maior número, porque não existe capital inicial… mas essa é outra, importante, conversa, que não constitui o tema central deste livro).
Sobre este livro, que representa um lufada optimista no mundo do empreendedorismo e das relações profissionais, duas observações.
Primeiro: esta obra, do jovem espanhol Sérgio Fernández, representa uma agradável leitura e prova que vencer pode estar aqui mesmo ao lado. Acresce a isso o facto de ser uma obra que motiva e que ajuda a "organizar" as ideias - e a potenciar, assim, futuros negócios. Até quando vai ficar parado?
Neste manual pode exercitar algumas técnicas de coaching; e encontra ainda reflexões pessoais e muitos "dos erros a evitar" no mundo da gestão.
Em segundo lugar, e do ponto vista de marketing, este livro é muito oportuno. E não é a toa, portanto, que este está no topo dos livros mais vendidos em Portugal e em Espanha, país onde é mesmo uma das obras mais vendidas de sempre sobre o tema.
Numa Europa em crise - e, com percentagens de desemprego recordes - este livro surge, para uns, como uma alternativa; para outros, como a única saída perante a adversidade do desemprego.
Como escreve o autor, "É obvio que algo está a falhar quando, só em Espanha, oito em cada dez profissionais se sentem insatisfeitos no trabalho, quando 59 por cento dos sonhos empresariais de tantas pessoas falham no primeiro ano e 85 por cento não ultrapassa os cinco anos…". Mesmo assim, é preciso coragem, visão e sobretudo determinação para organizar saídas possíveis e desejáveis.
Num mundo ocidental, onde o desemprego é a palavra de ordem e onde os trabalhadores por conta de outrem estão tendencialmente insatisfeitos, é preciso mudança. Mais do que não seja para criar emprego e para assegurar que os locais de trabalho não se transformam, gradualmente, em selvas, onde os animais menos saudáveis tomam de assalto gentes sãs. Trabalhadores, que orientados para o bem e para o progresso, não entendem como é que comportamentos menos "amigáveis" (para não lhes chamar "menos sérios" ou "hipócritas") coabitam com sorrisos, beijinhos e abraços. Por tudo isso, também, há que pensar em alternativas de vida. Claro está, caso existam!
( Publicado na "Ideias em Estante" dia 20 de Abril de 2012)
Ela está aí. Falo-lhe da psicologia positiva. Ou seja da forma de encarar a vida pelo bem - através do bom prisma. Do bom ângulo.
Não é díficil. E vai ver que no final do dia é bem melhor para si e para todos os que o rodeiam.
Sugestão: aula aberta com os Professores Michael Steger e Ruut Veenhoven(Psicologia Positiva).
Outro posts relacionado com o tema aqui.
Paulo Trigo Pereira, autor de “Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático”, explica o actual estado do País e estabelece relação entre os problemas das finanças públicas e a qualidade da democracia.
Porque chegámos ao ponto a que chegámos de insustentabilidade das finanças públicas e de necessidade de impor sacrifícios acrescidos aos portugueses? Porque tendem as democracias a produzir défices e que reformas de natureza institucional são necessárias? “O principal objectivo deste ensaio é dar resposta a (estas) duas questões”, ambiciona, na nota introdutória, Paulo Trigo Pereira, autor de “Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático”.
E consegue. De leitura fácil e repleto de dados económico interessantes, neste livro, cujo argumento central é de que “os problemas das finanças públicas derivam de fraca qualidade da democracia”, encontramos explicações para a actual situação económica. Leia abaixo a entrevista ao autor, que foi publicada hoje no DE.
De notar que por lapso de edição a entrevista foi publicada com dois erros. A saber: uma pergunta repetida e uma resposta colocada no lugar errado. Apresento, assim, em nome do DE as nossas desculpas ao autor e aos leitores.
Junto publico a versão na íntegra.
Porque tendem as democracias a produzir défices?
Há várias razões. Primeiro, porque os cidadãos não estão geralmente bem informados e tendem a premiar políticos que descem, ou não sobem, impostos e agrada-lhes quem faz "obra". Isto é, aumenta a despesa, sem verem a conexão directa com a despesa pública. Depois porque, sem limites ao endividamento (em qualidade e quantidade), as gerações presentes impõem um ónus às gerações futuras, que ainda não estão cá, ou ainda não têm idade, para votar. Finalmente, porque a democracia assenta demasiado na competição política, não havendo grandes incentivos para a cooperação que, em certas reformas estruturais, é crucial.
Até que ponto é que a democracia está relacionada com o desenvolvimento económico; e vice-versa?
Há certos tipos de democracia que são obstáculos ao desenvolvimento económico, mesmo em países desenvolvidos. Quando o Estado é caracterizado por um corporativismo social, com grupos de interesse e lóbis enraizados defendendo interesses particularistas, contra o interesse geral, aqui não existe desenvolvimento. A sociedade em vez de ter incentivos que promovem o desenvolvimento, a criação de riqueza e a redistribuição generalista para os mais carenciados promove, pelo contrário, estratégias rentistas e redistributivas de satisfação de clientelas com poder de influência.
No caso Português: será que corremos o risco de ficarmos menos desenvolvidos com tantas medidas de austeridade? Se sim, será que nos podemos tornar, a médio e longo prazo, num País mais desigual e menos democrático?
Devemos distinguir “austeridade”(por exemplo corte de salários) de “consolidação orçamental” (redução de défice e dívida), pelo que pode haver consolidação, que é essencial, com mais ou menos austeridade. Só por si, a consolidação não leva a maior desigualdade e menor democracia. Depende da forma como for feita.
Se tiver que enumerar cinco variáveis “responsáveis” pela actual situação da nossa dívida pública, essas são?
Escolho duas económicas, uma “cultural” e duas políticas. Desorçamentação (saída de organismos dos orçamentos das administrações públicas), Parcerias público-privadas particularmente no sector rodoviário, a “cultura” do défice natural, eterno e virtuoso, o sistema eleitoral (fechado e bloqueado), e o financiamento dos Partidos Políticos, sem consignação de verbas a grupos de estudo internos.
Factor humano. Até que ponto a variável humana tem peso no estudo da nossa situação económica?
A qualificação das pessoas é essencial. As Universidades necessitam de um “choque de mobilidade” do seu corpo docente, para melhorar a sua qualificação e através dela dos seus alunos. Ao fim de cinco anos, todos os doutorados deveriam ser obrigados a concorrer a outra escola. Os Politécnicos ganhariam com maior qualificação do seu corpo docente. A formação de quadros na Administração deveria ser de qualidade, o contrário do que está a acontecer com a extinção do Instituto Nacional de Administração (INA).
Numa perspectiva económica, o Fado português tem um traçado cíclico?
Temos tido um fado cíclico, mas desta vez a crise vai ser mais duradoura pois não dispomos de instrumento cambial. Aos cidadãos pede-se capacidade de resiliência, cabendo aos políticos a mudança de paradigma na forma de fazer política e de gerir as finanças públicas. Porque se não o fizerem os cidadãos saberão, legitimamente, encontrar uma resposta convincente, não sei se a mais adequada...
Haverá mesmo uma solução para o problema da dívida pública?
Há sempre soluções para os problemas, elas podem ser é mais ou menos dolorosas. Se caminharmos decididamente, e em ritmo adequado para o equilíbrio orçamental nos próximos anos, não descurando as medidas que promovam o crescimento económico, manter-nos-emos nos seio da União com o euro. Estou convicto que haverá, a médio prazo, uma solução mais global para o problema da dívida para os países que, no curto prazo, tenham uma atitude responsável em relação às suas finanças públicas. Esta é, apesar de tudo, a solução menos dolorosa.
Acredita que os sacrifícios pedidos aos portugueses valerão a pena?
Nem todos os actuais sacrifícios são necessários, pois há escolhas que este governo fez e com as quais discordo, por não serem universais e equitativas. Trata-se de opções governamentais e não de necessidades. Mas parte dos sacrifícios são necessários, e não só não temos uma alternativa como há já alguns resultados positivos desta perca parcial de soberania. Enterrámos alguns projectos megalómanos e estamos a aumentar a transparência da Res Pública, isto é da coisa pública que é financiada por todos nós. Estamos mais pobres, mas porventura mais solidários e decerto mais atentos ao que se passa nesta nossa casa comum chamada Portugal.
Nota final sobre o livro: boa leitura, relevantes dados económicos e bom preço (3,5 euros).
O que é que vimos esta noite? Vimos um Primeiro – Ministro que se preparou, no limite mínimo, para um exame de Macroeconomia; e, no limite máximo, para um Phd autenticado pela Troika.
A entrevista desta noite ao Primeiro– Ministro Pedro Passos Coelho, transmitida pela TVI e conduzida por Judite de Sousa, não podia ser mais académica. Apesar do crescente interesse, por parte dos cidadãos, por temas económicos, o certo é que nem todos estão familiarizados com a linguagem técnica desta ciência. Aliás poucos, sobretudo os que se encontram de bolsos vazios, terão, advinha-se, paciência para tentar entender essa ciência.
As pessoas querem respostas práticas. Querem acção. Querem saber se os sacrifícios que lhes estão a ser pedidos valerão, no final, a pena.
Vamos nos nivelar por baixo? Não. Mas é necessário que exista discernimento para comunicar, com a maioria da população, em linguagem não especializada.
O que é que vimos esta noite? Vimos um Primeiro – Ministro que se preparou, no limite mínimo, para um exame de Macroeconomia; e, no limite máximo, para um Phd autenticado pela Troika. O que é que os portugueses querem escutar? Os portugueses querem escutar soluções. E querem, sim, ouvir falar de economia – sobretudo de crescimento económico - mas sem grandes teorias e sem recurso ao enfadonho econometrês (please…).
Sobre o real, sobre a economia real, sobre como vamos crescer? Como vamos dar a volta por cima? Em que sectores vamos apostar? Sobre tudo isso… poucas palavras (para não escrever de forma drástica: nenhuma).
Judite ainda tentou… mas Coelho fugiu que nem uma lebre.
Falou-se de défice, de receitas, de impostos…. Mas não de geração de novos negócios, de novas “economias”, que dão emprego e levam à criação de riqueza. Pior: não se falou sobre como terão as empresas “lugar” para serem os chamados players que – e segundo advoga o Primeiro Ministro -, nos vão tirar do fundo do poço. O Primeiro - Ministro falou de facto dos players, do ideal neo-liberal de participação das empresas na geração de riqueza, mas não falou de como é que essas mesmas empresas se sentirão incentivadas a ficar cá e a investir neste País.
Depois do jantar, em que a preocupação é latente, seria de esperar uma mensagem mais esclarecedora sobre o que está a ser feito para ultrapassarmos este momento.
O resultado: estou a Kompensan…
Ponto positivo:
Seguro, estava sem dúvida.
Pedro, o Primeiro-Ministro que esta noite pediu emprestado o sobrenome ao seu adversário socialista, entrou para falar. E falou. Infelizmente - apesar de ter sido a noite do adjectivo “seguro” - não me deixou descansada. Porquê? Porque vi um Primeiro-Ministro que estudou a lição (isso sem dúvida) de um manual económico. Mas pouco mais do que isso. Aliás por momentos pensei que estava a escutar um Professor de economia. Não um Primeiro-Ministro. Até cheguei a pensar que teve umas aulinhas com o professor Álvaro Santos Pereira antes da entrevista. Mas parece que não. Talvez tenha falado com Vítor Gaspar, com “o que decide”. Qui ça? No lo sei! Ich weiß nicht!. O certo é que em qualquer que seja a língua, que interessa agradar, a mensagem necessária neste momento não passou. E não falo de uma mensagem de optimismo. Não é a isso que me refiro. Refiro-me sim a uma mensagem clara que nos diga onde estamos e para onde vamos? Falo de uma mensagem que tire dúvidas sobre “os medos” de nos estarmos a enterrar – ao invés de estarmos a “traçar um caminho para o crescimento”.
(e, no meio de tudo isto, até já os troikanos admitem que austeridade “a mais” não é desejável….)
Sou das que acredita nas boas intenções da maioria dos membros deste Governo. Entendo, também, que não seja fácil comandar o barco neste momento. Mas desejava muito, muito, escutar uma palavra de um comandante que não tendo certezas, afinal ninguém as tem, tenha pelo menos uma coisa em mente: vamos crescer e vamos ´implementar´ não só medidas de austeridade, que são necessárias, mas sobretudo `vamos apostar nas medidas que permitem crescer´.
"D'Artagnan e os (troikanos) três Mosqueteiros"
Como gritam, de forma aspiracional, algumas crianças deste Portugal, “ um por todos e todos por um”. E é nessa máxima que é necessário acreditar. E se na ficção o D'Artagnan é o herói; na realidade a crise é o inimigo. E nesta belíssima história até os três mosqueteiros (troikanos) cá cantam. A letra não é seguramente a mesma, mas o objectivo de atingir “o bem” parece comum. O pior é que não basta parecer é necessário ser. E hoje, mais do que nunca, é necessário acreditar e confiar. E para tal os portugueses têm que estar informados sobre qual é a estratégia do Governo para ultrapassarmos esta crise. Qual é? Em que vamos apostar? Como vamos ser competitivos? Quais os factores de diferenciação deste País? Onde estão os factos que fazem acreditar? Onde estão….? Onde estão os dados reais que dão um rasgo de confiança aos jovens? E que dão uma palavra de alento aos pais que, amanhã de manhã ao acordarem, pensarão se valerá a pena ensinar os filhos a máxima que está por detrás da adaptação fiel do romance de Alexandre Dumas, “ Os três mosqueteiros”. Um romance onde a palavra de ordem é a confiança.
Ah: “Nunca posso jurar que não sejam precisas mais medidas de austeridade” foi a frase da noite!
Conrado Adolpho, autor de “Os 8Ps do Marking digital”, apresenta o mundo virtual guiado pela variável humana. E fala da dimensão (relativa) entre o grande e o pequeno. Tudo isto, claro está, no mundo da web.
"A internet foi disruptiva para o marketing”, afirma em entrevista Conrado Adolpho, autor de "Os 8 Ps do Marketing Digital"
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É indiscutível o poder da Internet na Economia. São cada vez mais as empresas que diariamente se rendem ao poder da net; ou que simplesmente só existem nessa plataforma, em detrimento do antigo conceito físico de ‘loja’. Mas como podem as empresas entrar neste novo universo – que têm inúmeras plataformas? E sobretudo: como podem as empresas sobreviver neste ambiente onde todos parecem concorrer contra todos; e onde tudo, aparentemente, está a nu e muda mais rápido que a moda? Conrado Adolpho, autor de ‘ Os 8 Ps do Marketing Digital’, explica passo a passo tudo o que deve fazer para viver e lucrar nesta nova Era. Em entrevista Conrado fala ainda da ‘nuvem’ e do poder das plataformas digitais.
1. Não o assusta o poder (também destrutivo) das plataformas digitais?
Uma plataforma digital é realmente algo poderoso. Mas os carros também são muito poderosos e podem matar. Uma má educação de um povo é ainda mais perigoso. Votar num político corrupto é ainda muito mais perigoso. O grau de poder - ligado à periculosidade, que é o que de facto assusta - depende muito do uso que as pessoas lhe derem. Um povo sem respeito pelo outro fará um uso ruim (mas também faria um uso ruim de qualquer outra coisa tão poderosa quanto). Um povo solidário fará coisas maravilhosas. Acredito que a solidariedade vence a mesquinharia. Acreditar que a internet é mais boa do que ruim, na realidade, é acreditar que a humanidade é mais boa do que ruim.
2. Nuvem. O que podemos fazer, em termos de Marketing, para aproveitar as sinergias da 'Nuvem'?
A questão de cloud computing ainda está muito pouco explorada e muito pouco entendida. Antes de pensar o que faremos pelo marketing, temos que nos perguntar o que faremos pelas pessoas. O marketing é (ou deveria ser) apenas um desdobramento do que as empresas fazem pelas pessoas. Se não tivermos as pessoas como objectivo final, não chegaremos a fazer muito em termos de marketing.
As possibilidades são ilimitadas e ainda não exploramos praticamente nada nesse sentido. Devemos pensar no que a computação em nuvem pode fazer para ajudar as pessoas a melhorarem as suas vidas… naturalmente o marketing acompanhará esse movimento. Já há muitas iniciativas geniais nesse sentido. Exames médicos que pertencem à pessoa, não ao médico ou ao hospital (que ficam na nuvem para que as pessoas possam aceder de qualquer lugar), administração de procura elástica em, por exemplo, sites de filmes sem deixar que a banda seja prejudicada ou caia. Há muito para ser inventado e estudado.
3. Quais os 8 P´s do Marketing? Qual a maior mudança em relação ao tradicional Marketing?
Os 8Ps do Marketing Digital é um processo de marketing no ambiente online. Os 8Ps não mudaram o marketing tradicional, eles só o ampliaram para um ambiente mais complexo. Muitos comparam os 8Ps aos 4Ps e acham que os 8Ps são uma extensão dos 4Ps. Na realidade eles são de naturezas diferentes. Os 4Ps referem –se a variáveis controláveis num mix de marketing. Os 8Ps são um processo de marketing que visa organizar e automatizar acções de marketing digital dentro de uma empresa. Um complementa o outro, não substitui.
Os 8Ps são pesquisa, planeamento, produção, publicação, promoção, propagação, personalização, precisão e começa-se tudo de novo. É um processo circular. Um processo que nunca termina porque o marketing de uma empresa começa, mas nunca se dá por terminado porque, sendo o marketing uma área do conhecimento que tem como foco as pessoas, ele não pode se dar por acabado porque o ser humano é constantemente uma obra inacabada.
4. De todos os casos por si estudados, qual o que considera o " de maior êxito"? Porquê?
Há casos em vários campos e competências. Há casos geniais em redes sociais, em e-mail marketing, em SEO, em junção do ambiente digital com o ambiente físico etc.
O melhor seria responder que os cases que mais dão certo, de forma genérica, são os que associam o "mundo virtual" - que, na verdade, é uma abstracção humana, porque o virtual faz parte do real - ao dia a dia, físico, offline, do indivíduo. Uma acção de marketing que integre o ambiente online com o ambiente offline são os que mais têm êxito.
5. Como pode uma PME (pequena e media empresa) competir com uma grande empresa neste universo da internet?
A internet subverte a ordem das coisas. O que é longe passa a ser perto, o que é pequeno passa a ser grande, o relacionamento é feito em larga escala, em massa, mas de maneira personalizada etc. A internet cria um novo conjunto de regras e um novo ambiente que faz com que uma pequena empresa possa competir com uma empresa grande desde que ela entenda quais são essas novas regras.
As novas regras incluem derrubada da barreira geográfica, o que faz com que a geografia passe a fica cada vez mais irrelevante. Empresas passam a ser o conteúdo que elas divulgam na internet, o que faz com que uma empresa pequena, porém, com uma boa curadoria e produção de conteúdo relevante se aproximem muito mais do consumidor do que uma grande empresa sem um bom conteúdo. O atendimento personalizado em massa, que com o a tecnologia mais barata, ficou acessível tanto às grandes quanto às pequenas empresas. Aquelas que gerirem melhor seu relacionamento, ganharão a guerra, independente se são grandes ou pequenas.
6. Considera a evolução do Marketing para o mundo digital, uma evolução democrática? Se sim, porquê?
Não sei se usaria a palavra "evolução", mas sim, "revolução". Uma evolução é uma quase continuidade de status quo, porém, a chegada da internet ao marketing funcionou praticamente como um evento de ruptura em que a essência continua a mesma, mas todo o resto - principalmente as ferramentas e a maneira de lidar com o consumidor - mudou completamente. A internet para o marketing foi disruptiva.
Ela é democrática a medida em que tanto o pequeno quanto o grande tem acesso à mesma informação e às mesmas ferramentas pelo mesmo preço (e geralmente esse preço é baixo). Porém, sabemos que existe uma tentativa dos grandes, principalmente sectores governamentais, de controle. Isso certamente a tornará menos democrática. Os fornecedores de infra-estrutura - companhias de TV a cabo e telefonia - também tem engedrado movimentos de controle. A liberdade expressa pela web pode ser prejudicada por tentativas de controle por parte de alguns poucos players desse jogo.
Só o tempo dirá o quão democrática a internet será no futuro próximo.
7. Imagine que represento uma empresa que fabrica calçado de grande qualidade mas não tenho presença na web. Tão pouco reconhecido. O que me aconselha?
A primeira coisa é a criação de uma cultura digital na empresa. Uma empresa que não tem presença nenhuma, provavelmente não entende o que pode ser feito. É preciso criar cultura para entrar nesse novo mundo. Conhecer as novas regras desse novo universo. Após esse primeiro passo conceitual, é importante seguir um passo a passo - que indico os 8Ps para tal. Entender o consumidor no 1ºP, planear o que será feito no 2ºP, produzir o que foi planeado no 3ºP, publicar conteúdo relevante tanto dentro do site quanto nas mídias sociais no 4ºP, promover a marca no 5ºP, estimular a propagação da comunicação (o marketing viral) no 6ºP, personalizar a comunicação no 7ºP e mensurar com precisão todos os resultados no 8ºP.
A partir do momento que isso for feito com cautela e disciplina, a empresa estará muito bem posicionada na internet.
Esta texto foi publicado, editado, no Diário Económico.
Ler aqui
"Sustentamos que esta dívida é impagável"
Autores de "A DIVIDADURA" respondem à pergunta " O que acontecerá se Portugal sair do Euro?", apresentam a história da dívida e o privilégio do dólar.
A palavra "crise", em grego, significa igualmente "decisão". A palavra "dívida", em alemão, significa "culpa, pecado, ofensa". Estas são as primeiras linhas do livro "Dividadura", da autoria de Francisco Louçã e de Mariana Mortágua . Mas os autores esclarecem desde logo que "a crise da dívida não está inscrita no significado original das palavras." Discordando ou não de alguma da ideologia do texto, mesmo que manifestada, por vezes, nas entrelinhas, certo é que Louçã, acompanhado de Mariana Mortágua , volta a brilhar no mundo "das alternativas". Leia a entrevista aos autores, que nos explicam, entre outras coisas, que "a dívida sempre foi parte integrante dos sistemas económicos."
E se Portugal sair do Euro?
Consideramos, antes de mais, que, dado o actual cenário político europeu, uma decisão de saída do euro, por parte de Portugal ou de qualquer outro país em crise, será sempre o resultado do ultimato da Sra. Merkel. Isso é inaceitável. Mas procuramos responder a quem pergunta o que acontecerá no caso de Portugal sair do euro. Apresentamos com clareza as consequências dessa decisão, que passam pela desvalorização da nova moeda, da redução de salários e de pensões e pelo aumento generalizado dos preços na economia. Defendemos que a solução para a crise da economia portuguesa não está no abandono do euro, mas na alteração das suas políticas e instituições.
No campo da discussão "saída do Euro", o que condenam nas teorias de Paul Krugman e Nouriel Roubini?
Tanto Krugman como Roubini, críticos de sempre do projecto da união monetária, defendem a saída do euro no caso da Grécia, tendo Krugman manifestado reservas quanto a uma saída no caso português. Note-se que nenhum destes autores sugere como alternativa a reestruturação da dívida pública ou rejeita a desvalorização salarial. Defendemos neste livro que a saída para a crise se encontra na rejeição da austeridade e no repúdio da parte ilegítima da dívida pública.
Que outras alternativas apresentam para fazer face à crise actual?
Defendemos uma operação de reestruturação da dívida pública, de forma diferenciada por tipo de credor. Sugerimos que o pagamento do serviço da dívida seja indexado ao nível das exportações e que o BCE promova uma operação de transferência e anulação recíproca de dívidas entre países. Como parte integrante desta operação, propomos o cancelamento da parte ilegítima da dívida, aquela que resulta de contratos ilegítimos, de enriquecimento sem causa, ou de prepotência contratual, como nos casos das PPP ou da especulação financeira. Defendemos o reforço do banco público que, através da concessão de financiamento para reanimar a economia e de um plano para o emprego, assente numa política industrial, até agora inexistente em Portugal.
Por último, é urgente uma revolução fiscal que desloque para o capital e para as actividades financeiras o peso tributário que recai de forma excessiva sobre o trabalho.
De que forma as dívidas estão ligadas ao subdesenvolvimento?
Ao abordar a dívida do ponto de visto histórico chegamos a várias conclusões. A primeira é que a dívida sempre foi parte integrante dos sistemas económicos. Antes de existir moeda, já a economia recorria a sofisticados registos contabilísticos de dívidas que organizavam o comércio. Mas esta dívida também se constituiu como forma de submissão, uma vez que implicava a escravidão dos devedores em incumprimento. Foi o carácter violento desta forma de dominação que potenciou uma resposta, em vigor durante pelo menos dois milénios, e que se encontra nos primeiros livros da Bíblia: o cancelamento ou o perdão da dívida. Foi também a extraordinária capacidade de endividamento dos EUA, decorrente do poder do dólar, que lhe permitiu manter a hegemonia. A dívida está hoje em Portugal, como antes noutros países, relacionada com a depressão, o subdesenvolvimento e a dominação.
Será possível " sobreviver" sem honrar, no curto prazo, todos os compromissos assumidos?
A actual dívida pública requer amortizações de 22.7 biliões de euros em 2012 e de 134.5 biliões, no total, até 2023, se não considerarmos nenhum novo empréstimo. No Orçamento para 2012, o montante previsto para o pagamento de juros equivale ao efeito conjugado de todas as medidas de austeridade, incluindo os cortes salariais. E isto acontece num cenário em que estas medidas agravam a recessão, o que aumenta o peso da dívida na economia. Sustentamos que esta dívida é impagável. Não se trata de uma escolha, já que a reestruturação da dívida se tornará um facto inevitável, mais tarde ou mais cedo. O país ficará em melhores condições se a reestruturação se realizar mais cedo e for conduzida pelo interesse popular contra o garrote financeiro. Hoje só podemos ter uma certeza: os sacrifícios não servem para nada, só aumentam a dívida. É preciso voltar ao essencial, a democracia na economia.
(Este texto foi publicado na coluna " Ideias em Estante" do DE, dia 2 de Março de 2012)
"Fazer" é o novo livro (irónico) de Paulo Morgado, gestor que afirma que "temos graves lacunas na execução das coisas. Confundimos os verbos pensar e falar com o verbo fazer". Ou seja, enrolamos.
O País está tomado por um conjunto de desculpas que as pessoas usam para adiar decisões. Pior: esses mesmos protagonistas, os utilizadores das desculpas, já nem se apercebem que as usam. Quem o diz é Paulo Morgado, consultor e autor do recém editado "Fazer", livro "que acaba com as desculpas para não fazer o que tem que ser feito."
E quem é que nunca desesperou com o gerúndio "estou fazendo" ou com as típicas respostas "está para despacho" ou "está para aprovação superior"? Um desespero. Especialmente quando é daqueles que gosta de "fazer acontecer" e se vê barrado por desculpas atrás de desculpas. Uma trabalheira. Uma realidade que não ficou no "falar" e passou, no caso deste autor, ao "fazer".
Neste ficcionado livro, Morgado, licenciado em Gestão de Empresas e em Direito, e com mestrados em Finanças e em Filosofia, coloca a nu esta dinâmica do "aparentar fazer".
Como? Imagine alguém a quem é encomendado um livro. Agora imagine que esse autor prefere arranjar desculpas para não escrever, ao invés de começar a trabalhar. Pois bem, essa é a história desta obra. Desculpa atrás de desculpa, este livro revela "o trabalho a que as pessoas se dão para arranjarem 'o workaround'. O trabalho e os sarilhos em que as pessoas estão dispostas a entrar para não fazerem uma coisa que é directa."
Nas palavras do autor, que foi o entrevistado do programa "Ideias em Estante", do Etv, "temos graves lacunas na execução das coisas. Confundimos os verbos pensar e falar com o verbo fazer". Mas há mais. Para Morgado, administrador-delegado da Capgemini Portugal, "nós hoje vemos, sobretudo, um predomínio do falar. Vemos jornalistas que falam, há jornalistas que parece que não falam porque fazem perguntas mas os entrevistados respondem aquilo que querem. Portanto: há um predomínio do falar. Um predomínio do encher espaços televisivos, espaços de media e muitas vezes existem pessoas que só têm três minutos de verdadeiro conteúdo e no entanto dão-lhes três dias..." O chamado mundo onde se criam figuras que são especializadas em enrolar.
O autor considera que as pessoas não percebem o tempo que perdem com as desculpas. "As pessoas profissionalizaram-se em criar expectativas". Mas, no final, "não fazem". Isto porque "o não fazer não é uma coisa que alguém diga assim 'ah eu não faço!'. A pessoa faz sempre o 'acting' de que quer fazer. Mas depois efectivamente não faz."
O resultado? O enrola, enrola... O andar às voltas.
Com o objectivo de "desmistificar as desculpas" e de "levar a que as próprias empresas comecem a criar uma linguagem" que permita identificar essas situações "dos circuitos" que não levam à acção, Morgado escreveu de forma irónica - e com um q.b de humor - este livro, que toca em várias arestas da sociedade.
Como afirma Morgado, "se tivermos a percepção do que são as desculpas para não fazer podemos quase criar um dicionário dentro das nossas organizações ou uma listagem de expressões que não devem ser aceites porque são refúgios."
Autor de mais cinco obras ("O Processo Negocial", "Cem Argumentos", "Contos de Colarinho Branco", " O Corrupto e o Diabo" e o "Riso de Bergson"), Paulo Morgado deixa escapar, no final da entrevista, o tema do seu próximo livro: "A importância do humor na gestão."
E por falar em rir, leia o prefácio de "Fazer", escrito por Nilton.
In prefácio, por Nilton
"'Fazer não é uma coisa fácil', escreve o autor na linha primeira. Mas não fazer dá ainda mais trabalho do que fazer, depreenderá o leitor findas estas páginas. Mas isso não impede que o 'tuga', aquele feijão que cada um de nós tem dentro do cérebro, não opte amiúde pelo caminho mais longo como faz o homem que conduz um carro enquanto procura uma rua. Ele está há duas horas às voltas. A mulher diz-lhe que pare e peça indicações, e ele responde: 'Eu sei onde estou!' Dava menos trabalho pedir ajuda? Dava! Mas ele não pede porque é o 'tuga' que anda às voltas, não é ele! Por ele já tinha perguntando a alguém, o 'tuga' é que acha que sabe onde está.
Ser 'tuga' é inerente à condição lusa. É como aqueles produtos que têm um ligeiro defeito, não impede que funcionem, mas não deixam de ter um defeito. Pode não se notar, mas um dia há-de revelar-se.
O português é um povo espectacular, mas foi por conta do 'tuga' que Eça de Queiroz escreveu 'isto não é um país, é um sítio e ainda por cima mal frequentado'.
(Publicado no DE dia 17/02/2012)
Desconfiamos que não.
E por isso entrevistámos Mark Boyle.
A conclusão: viver sem dinheiro afinal é possível. Pelo menos para este autor, economista e ex-empresário que optou pelo “back to basics”.
Conheça o caso de Mark Boyle, fundador de Freeconomy
Manuel Forjaz é o convidado da "Ideias em Estante"
Será que é possível viver sem dinheiro neste mundo consumista onde tudo (ou quase tudo) parece ter um preço? Não parece real que alguém viva sem dinheiro . "Isso é impossível" dirá o leitor mais céptico. O certo é que Mark Boyle , economista e antigo empresário, vive há três anos " sem ver a cor do dinheiro ."
Foi uma opção. Estudada. Dia 29 de Novembro de 2008, Mark Boyle virou costas aos hábitos de vida dos nossos dias e embarcou numa viagem comandada pela auto-suficiência, pelas trocas directas, pela casa de banho de compostagem, pela pasta de dentes de choco e por um mundo de iguarias sazonais onde até a solidão foi (recentemente) trocada pela companhia de quem partilha o mesmo estilo de vida. Ao estilo "amor e uma caravana", Boyle vive numa quinta em Bristol, Inglaterra, sem mexer num tostão.
Porquê sem dinheiro?
"O dinheiro é um pouco de amor. Passamos toda a nossa vida atrás dele, contudo, apenas alguns de nós compreendem o que ele é realmente". É nestes termos que Boyle justifica a sua opção. E responde depois à questão que se impõe: é difícil?
"Percorrer o caminho de uma vida sem dinheiro é como percorrer uma floresta virgem a meio da noite sem lanterna. (…) Não fazemos ideia do que está à nossa frente ou o quanto devemos caminhar. Todavia caminhamos. Inevitavelmente, tropeçamos, caímos, magoamo-nos, mas levantamo-nos de novo. (…)" escreve Boyle em "O Homem sem Dinheiro ", obra recém lançada em Portugal. Segundo o autor, o livro "é um esboço do mapa da floresta. A vida sem dinheiro é uma aventura. E, tal como qualquer aventura, é preciso, de tempos a tempos, deixar o mapa de lado e ver onde o caminho vai dar", diz.
Fundador do Freeconomy, movimento que ajuda as pessoas a relacionarem-se nas comunidades locais através do simples acto de partilha, Boyle tem cada vez mais seguidores por todo o mundo. Só na sua página na web (justfortheloveofit.org) são mais de 30 mil.
Sempre com um grande sentido de humor, Mark Boyle participou via telefónica no programa do ETV "Ideias em Estante" dedicado ao tema "Vida: Como nos podemos reinventar". O convidado foi Manuel Forjaz, consultor e amigo do autor (fomos nós que telefonamos; o autor tem telefone apenas para receber chamadas; carrega-o com luz solar).
Confessando que "nunca foi mais feliz", Mark Boyle não nega que sente falta de algumas coisas que o mundo do dinheiro lhe proporcionava. "Ir até a um 'pub'" é algo de que este Irlandês sente falta!"
Apesar do seu caso não ser novo, o lançamento do seu livro este mês em Portugal e a conjuntura económica e ambiental do mundo levam a pensar no tema.
Pensamentos Finais
"Estamos num ponto crucial da história. Não podemos ter carros velozes, computadores do tamanho de cartões de crédito e outros aparelhos modernos e em simultâneo dispor de ar puro, florestas abundantes, água potável fresca e um clima estável. Esta geração pode ter uma coisa ou outra, mas não ambas. A humanidade tem de fazer uma escolha. Ambas têm um preço. Parafernália ou natureza? Se se fizer a escolha errada, a próxima geração pode vir a não ter escolha", pode ler-se no livro de Boyle .
Mark Boyle , fundador da Freeconomy e autor de "O homem sem dinheiro ", livro que chega agora a Portugal Vive sem dinheiro . Consome o que produz e o que consegue "trocar". Licenciado em Economia, este antigo empresário inspira cada vez mais jovens. O seu 'website' (justfortheloveofit.org) tem mais de 30 mil membros.
(Texto publicado no Diário Económico dia 10/0