Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

Zona Franca na Madeira. Pecado ou oportunidade?

 

O regime de Zona Franca na Madeira tem gerado controvérsia. Para uns faz com que a Madeira deixe de receber milhões por ano; para outros, a Madeira só tem a ganhar por ser considerada "Zona Franca".

 

Já apresentamos neste espaço o lado contra através da entrevista que realizamos a João Pedro Martins, autor de "Suite 605". ( Que pode visualizar aqui).

 

Apresentamos, agora, o lado a favor através da entrevista realizada a Patrick Dewerbe, advogado e especialista em fiscalidade.

Para Patrick Dewerbe a Madeira e o País só têm a ganhar por a Madeira ser considerada "Zona Franca".  

 

Assista aqui à entrevista e envie-nos os seus comentários. Obrigada!

 

 

publicado por livrosemanias às 19:24
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7 comentários:
De luis barbosa a 12 de Outubro de 2011 às 23:40
E já agora, qual é a sua opinião Mafalda?

É a favor? É ou contra?

Ou vai declinar a resposta ao abrigo da isenção jornalistica? Creio antes de mais ser cidadâ, e de "peso" em matéria de credibilidade, notoriedade e conhecimento.
Parece-me evidente que este tema, longe de reunir consensos a favor ou contra, não é mais um tema de discussão de opiniões, com entrevistas ou sem elas, estas partilhadas com advogados ou economistas ou mesmo oprtunistas,como é insofismávelmente o caso do autor do livro, e que sinceramente não lhe identifco a legitimidade dessa autoria pela demonstrada "bacoquisse".
Este tema é acima de tudo, a meu humilde e ignorante ver, um tema técnico, a ser discutido por eles, e ao nivel dos mais competentes.
A Mafalda tem curriculum Académico e vivencia que sobra , ainda a legitimidade para ajudar os seus leitores, que a respeitam, não a opinar mas a assumirem-se esclarecidos ou duvidosos na eficácia do esclarecimento.
Já vi aqui interessantes comentários a este tema; eu proprio participei deles com a minha opinião, de um não técnico, e confesso que me sinto mal em não ter certezas, auqelas que definitivamente conduziriam a consolidação das opiniões numa verdade absolutamente técnica e por isso compreensivel. Esta é daquelas questões que não se podem expor á Filosofia de cada um...
Em nome da credibilidade deste sitio, espero a sua ajuda.
e creio haver mais quem assim pense, pelo menos assim o espero e desejo.
Luis Barbosa


De mafalda avelar a 13 de Outubro de 2011 às 10:12
Caro Luís Barbosa,

Muito obrigada pelo seu comentário.

Antes de lhe responder apenas lhe recordo que um jornalista, quando levanta um tema, não deve dar a sua opinião. Ao invés, deve ser ( o mais possível) imparcial e objectivo. Isto para que o seu trabalho não seja condicionado e para que não condicione, também, a opinião de quem lê.

Depois de tema estudado e devidamente tratado, então pode e deve - em registo de "colunista" - dar o seu contributo partilhando a sua opinião.

Dito isto:
Enquanto cidadã tenho, com toda a certeza, opinião sobre o assunto. Porém, e antes de a manifestar publicamente, tenho que pesquisar, entender e estudar melhor a matéria.

O tema surgiu numa entrevista a um autor. E ainda bem que surgiu, sendo que é um tema muito relevante para o país, numa perspectiva micro; e de enorme relevância para o comércio internacional, numa perspectiva macro.

O assunto já está (finalmente) a dar que falar.
Agora resta-me escutar as opiniões - e interpretar os dados - dos especialistas na matéria.

Quanto à minha opinião, essa, que nunca é escondida, só é manifestada quando tem por base provas e evidências. Mais importante: quando não coloca em causa o bom jornalismo e todo o role de pesquisas, que fazem com que ao sujeito lhe seja atribuído um bom adjectivo qualificativo.

Uma vez mais: muito obrigada pelas suas leituras e partilhas.
Cumprimentos,
Mafalda


De luis barbosa a 13 de Outubro de 2011 às 13:57
Ola Mafalda

Grato na reacção, e acredite que a intenção foi "num bom provocar" na medida em que o tema é interessante, complexo e de desafio intelectual amplo.

Sei qual a "missão" de um jornalista, e compreendo também que faça este trabalho com a firme intenção de "recrutar" as tais "opiniões", que a meu ver ver, por muito incisivas ou mesmo válidas serão sempre opiniões, na medida em que uma zona franca, aqui ou acolá, são sempre um produto financeiro, um abrigo "seguro" dos que e quem a homologou como tal.
Espero que não entenda as minhas intervenções neste sitio como arruaceiras ou fomentadoras de indisciplina, antes pretendo, ao participar, contribuir para a elevação qualititiva da discussão que creio conseguir aportar.
Vou seguindo e postarei se for apelativo a uma intervenção.


Luis Barbosa


De luis barbosa a 12 de Outubro de 2011 às 23:41
E já agora, qual é a sua opinião Mafalda?

É a favor? É contra? Que conclusão nos trás?

Ou vai declinar a resposta ao abrigo da isenção jornalistica? Creio antes de mais ser cidadâ, e de "peso" em matéria de credibilidade, notoriedade e conhecimento.
Parece-me evidente que este tema, longe de reunir consensos a favor ou contra, não é mais um tema de discussão de opiniões, com entrevistas ou sem elas, estas partilhadas com advogados ou economistas ou mesmo oprtunistas,como é insofismávelmente o caso do autor do livro, e que sinceramente não lhe identifco a legitimidade dessa autoria pela demonstrada "bacoquisse".
Este tema é acima de tudo, a meu humilde e ignorante ver, um tema técnico, a ser discutido por eles, e ao nivel dos mais competentes.
A Mafalda tem curriculum Académico e vivencia que sobra , ainda a legitimidade para ajudar os seus leitores, que a respeitam, não a opinar mas a assumirem-se esclarecidos ou duvidosos na eficácia do esclarecimento.
Já vi aqui interessantes comentários a este tema; eu proprio participei deles com a minha opinião, de um não técnico, e confesso que me sinto mal em não ter certezas, auqelas que definitivamente conduziriam a consolidação das opiniões numa verdade absolutamente técnica e por isso compreensivel. Esta é daquelas questões que não se podem expor á Filosofia de cada um...
Em nome da credibilidade deste sitio, espero a sua ajuda.
e creio haver mais quem assim pense, pelo menos assim o espero e desejo.
Luis Barbosa


De Anónimo a 13 de Outubro de 2011 às 10:13
Caro Luís Barbosa,

Muito obrigada pelo seu comentário.

Antes de lhe responder apenas lhe recordo que um jornalista, quando levanta um tema, não deve dar a sua opinião. Ao invés, deve ser ( o mais possível) imparcial e objectivo. Isto para que o seu trabalho não seja condicionado e para que não condicione, também, a opinião de quem lê.

Depois de tema estudado e devidamente tratado, então pode e deve - em registo de "colunista" - dar o seu contributo partilhando a sua opinião.

Dito isto:
Enquanto cidadã tenho, com toda a certeza, opinião sobre o assunto. Porém, e antes de a manifestar publicamente, tenho que pesquisar, entender e estudar melhor a matéria.

O tema surgiu numa entrevista a um autor. E ainda bem que surgiu, sendo que é um tema muito relevante para o país, numa perspectiva micro; e de enorme relevância para o comércio internacional, numa perspectiva macro.

O assunto já está (finalmente) a dar que falar.
Agora resta-me escutar as opiniões - e interpretar os dados - dos especialistas na matéria.

Quanto à minha opinião, essa, que nunca é escondida, só é manifestada quando tem por base provas e evidências. Mais importante: quando não coloca em causa o bom jornalismo e todo o role de pesquisas, que fazem com que ao sujeito lhe seja atribuído um bom adjectivo qualificativo.

Uma vez mais: muito obrigada pelas suas leituras e partilhas.
Cumprimentos,
Mafalda


De Anónimo a 13 de Outubro de 2011 às 09:34
Esta entrevista pecou pela falta de dados para comprovar o que estava a ser dito. Por exemplo, gostava de ver o Patrick provar que existem várias empresas a criar 50 / 60 postos de trabalho.
Quantas empresas serão mesmo?
Enquanto que João Pedro Martins que apresentou uma versão contra a offshore da Madeira foi mais concreto nos dados que apresentou.

De qualquer das formas, foram duas grandes entrevistas e lanço o desafio de um debate frente a frente entre o Patrick e o João Pedro Martins tendo como árbitro a Mafalda.


De mafalda avelar a 28 de Outubro de 2011 às 10:57
Para os interessados no tema, leiam pf mais duas notícias:

"Com mais alterações no OE/12, as empresas deverão optar por se instalar em países como o Luxemburgo, Holanda, Malta ou Chipre. "
http://economico.sapo.pt/noticias/zona-franca-da-madeira-em-risco-de-esvaziar-com-fuga-de-empresas_129794.html

e

"Travado agravamento fiscal da Zona Franca da Madeira"

http://economico.sapo.pt/noticias/travado-agravamento-fiscal-da-zona-franca-da-madeira_130042.html

Obrigada a todos os que têm enviado os seus comentários.


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