Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012

TOP Económico - Krugman lidera as vendas em Portugal; na semana em que o destaque é "O FIM DO EURO"

 

TOP ECONÓMICO - o único Top quantitativo do mercado



De 27 de Agosto a 2 de Setembro de 2012

 

 

1.

Acabem com esta crise já!

Paul Krugman/Presença

 

2.

O Banco - Como a Goldman Sachs dirige o mundo

Marc Roche/Esfera dos Livros

 

Resenha sobre o livro aqui

Entrevista ao autor disponível aqui

 

3.

O Fim do Euro em Portugal

Pedro Braz Teixeira/Actual

 

Entrevista disponível aqui ( a partir da próxima 3f)

 

4.

O Economista de Sofá

Steven E. Landsburg/Clube do Autor

 

5.

Steve Jobs

Walter Isaacson/Objectiva

 

 

6.

Michael Porter - O essencial sobre

Joan Magretta/Centro Atlântico

 

 

7.

Brandwashed

Martin Lindstrom/Gestão Plus

 

Resenha disponível aqui

 

8.

Atribulações de um Português a fazer negócios em Angola

Nuno Gomes Ferreira e Paulo Ferreira/Esfera dos Livros

 

Entrevista ao autor disponível aqui

 

9.

Criar Modelos de Negócios

Alexander e Yves Osterwalder

 

10.

Sobre Ética e Economia

Amartya Sen/Almedina

 

 

O TOP DE apresenta as obras de Economia e Gestão mais vendidas no mercado semanalmente. É elaborado em colaboração com: Almedina, Babel, Barata, Bertrand, Book.it, Bulhosa e Fnac.

 

 

 

LEIA ainda o destaque desta semana:

 

 

 

Será que o fim do Euro está à porta?

AUTOR ACREDITA QUE A DESAGREGAÇÃO DO EURO SERÁ, JÁ, EM 2012; LIVRO "PREPARA" PARA EVENTUAL FIM.


Para uns será o pior cenário possível, para outros a única saída para esta crise: o fim da moeda única.

Pedro Braz Teixeira, autor de "O Fim do Euro em Portugal" (Actual), advoga que "a crise do Euro é muito mais do que um problema financeiro" e afirma mesmo, em entrevista, que o fim da moeda única está para breve. Acontecerá até ao final deste ano. Caos ou ordem, perante o "fim", é a questão que se levanta. Teixeira responde: "Pode ser que a saída da Grécia gere um choque de realismo nos líderes europeus e os force a sentarem-se para negociar o fim do euro. Caso contrário é muito provável que isso traga animosidades graves e prolongadas entre os diferentes países."

Um livro recomendável - e necessário - para quem quer entender a crise do euro - e, sobretudo para quem quer saber o que deverá fazer se o euro acabar.

O Fim do euro está mesmo à vista? Se sim, quando?

Entendo que as actuais tensões do euro deverão conduzir à sua desagregação até ao final de 2012.

Porque é que chegámos a esta situação?

Porque o euro tem demasiados problemas estruturais (não cumpre os requisitos de área monetária óptima), é intrinsecamente instável (a variável que assinala os problemas - a taxa de juro de longo prazo - agrava esses mesmos problemas) e foram acumulados demasiados erros, sobretudo em termos de endividamento externo de vários países, em especial Portugal, que nunca poderiam ter ocorrido fora do euro.

Teremos que sair do euro para melhorar a nossa situação económico-financeira?

Vamos ser forçados a sair do euro, mesmo que isso agrave muito o nosso poder de compra. No imediato, vamos perder muito, mas a prazo poderemos voltar a crescer e convergir com a UE.

Não pagar a dívida poderá ser uma solução? A nossa dívida, realisticamente pagável?

Quando sairmos do euro, vamos ter certamente algum tipo de perdão de dívida, porque a nossa dívida externa (mais de 100% do PIB) é demasiado elevada para que a possamos pagar toda.

Quais serão as consequências de sairmos do Euro?

São inúmeras, só vou enumerar algumas: desvalorização significativa do novo escudo; queda dos salários reais; diminuição generalizada do valor do património, quer financeiro, quer imobiliário; subida acentuada da inflação e das taxas de juro; melhoria da competitividade que, a prazo, poderá ajudar a diminuir o desemprego.

Como é que as famílias - e as empresas - se deverão preparar?

Convém ter uma reserva na despesa e dinheiro em casa para lidar com as perturbações das primeiras semanas de transição, que poderão ser muito caóticas, porque o fim do euro em Portugal pode chegar de forma abrupta, não havendo ainda notas e moedas dos novos escudos.

Em relação aos depósitos que têm nos bancos é conveniente trocarem-nos para outras moedas (dólares americanos, francos suíços, etc.), diversificando não só as moedas, mas também os bancos em que têm os depósitos, de preferência bancos de fora da zona do euro. Também é conveniente diversificar para outros activos que não só depósitos, porque há demasiados riscos à vista, nomeadamente a expectativa de uma forte recessão mundial em 2013.

Sugestão para sairmos da crise?

Haveria muitas sugestões técnicas para a crise do euro, e no meu livro falo em várias, mas o problema principal é que elas são politicamente impossíveis de concretizar, devido à oposição da Alemanha, que teria sempre que ser o grande contribuinte de todas elas.

Vê alguma luz ao fundo do túnel?

O fim do euro é uma forma brutal de acabar com a crise do euro. Mas, como considero que o euro não tem quaisquer hipóteses de sobrevivência, quanto mais cedo acabar melhor, porque a crise do euro tem gerado um grau inédito de animosidade dentro da UE, em conflito directo com o objectivo último da construção europeia: a paz na Europa, para que não se repitam as duas guerras mundiais que tiveram início neste continente.

Existe, ou não, alguma estratégia para sairmos desta situação?

Como não vejo nenhuma hipótese de sobrevivência para o euro, só vejo duas saídas: ou um fim negociado e ordenado ou um fim caótico, sob o efeito devastador de um tsunami financeiro. Como é evidente, preferia que os líderes europeus reconhecessem que o euro não tem condições de sobrevivência a prazo e acordassem as condições do fim do euro. A Alemanha não tem condições nenhumas para dar esse primeiro passo, porque seria imediatamente acusada de querer matar o euro e de todas as consequências negativas que daí decorrerão.

Pode ser que a saída da Grécia gere um choque de realismo nos líderes europeus e os force a sentarem-se para negociar o fim do euro. Caso contrário, se o euro implodir em resultado de uma catástrofe financeira, é muito provável que isso traga animosidades graves e prolongadas entre os diferentes países, que poderão inclusive conduzir a algum tipo de desagregação da própria UE.

 

( Esta entrevista foi publicada, hoje, no DE na rubrica "Ideias em Estante")

publicado por livrosemanias às 18:43
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