Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012

Quer ir para Angola? Então prepare-se! Veja vídeo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Quer ir para Angola? Então prepare-se!

AUTORES ESCREVEM SOBRE O QUE DEVE LEVAR NA MALA. E SOBRE O QUE VAI ENCONTRAR QUANDO CHEGAR.

 

Emigrar, seja lá para onde for, implica malas, despedidas, alguns lenços de papel e sobretudo muita vontade de agarrar uma nova vida. Mas não vá para fora para fugir a uma realidade. Vá, sim, como escrevem os autores de "Atribulações de um português a fazer negócios em Angola" (Esfera dos Livros), bem preparado e com a missão de fazer bons negócios.

E o que deve um português levar na mala quando ruma para Angola? Muita coisa. Mas sobretudo a capacidade de identificar oportunidades, que são, segundo Nuno Gomes Ferreira, co- -autor desta obra, uma viagem que se divide entre o curto, o médio e o longo prazo.

Construção, telecomunicações e agricultura são sectores a ter em conta; tal como a produção de calçado, vestuário e loiças. Tudo, obviamente, com parceiros locais. Sobre temas polémicos como a nova lei de incentivo fiscal ou a dificuldade de expatriar dinheiro, fique a saber que a triangulação (histórica) com Cabo Verde poderá ser uma boa opção. Tudo isto, curiosamente, na semana em que a União Europeia e Angola assinaram um novo acordo de cooperação - "Caminho Conjunto Angola - União Europeia". A reter.

 

Qual a melhor forma de ir para Angola à procura de novas oportunidades de vida?

Uma mensagem prévia: antes de pensar em ir para Angola, o português tem que ter uma ideia muito clara do que está a fazer em Portugal. Não faz sentido ir para Angola se não tiver uma vantagem competitiva clara daquilo que vai fazer no mercado angolano. E ter vantagens competitivas claras quando chegar a Angola. Quando chegar a Angola o melhor conselho que posso dar, embora neste momento não seja obrigatório, é a escolha de um parceiro local. Juridicamente não é obrigatório, mas é muito relevante a escolha de um parceiro local. E isto passa por dois motivos. Primeiro, temos um país muito dependente de petróleo, e obviamente quem controla o petróleo é o Estado. Por tanto, o melhor conselho que se pode dar a um empresário, que se queira posicionar em Angola, é que este se ligue a alguém do sector do petróleo; ou eventualmente a uma pessoa ligada directamente ao poder executivo.

 

É fácil encontrar assim um parceiro?

É fácil encontrar parceiros. É muito difícil encontrar o parceiro ideal.

 

Existe alguma instituição que possa ajudar a dar informações?

Considero duas hipóteses. A AICEP Angola (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), que está a trabalhar muito bem. E também aconselho uma visita previa à ANIP (Agência Nacional de Investimento Privado). Mas temos que ter presente que o mais importante para fazer um negócio, e um negócio sério, é ir por convite. É a melhor hipótese.

 

Ou seja é a chamada `Carta de Chamada´ dos tempos modernos?

Exactamente. É a melhor maneira de ir para lá. Desde logo porque existe um novo enquadramento jurídico e a PME (Pequena e média empresa) para entrar já deverá ir com algum cuidado prévio sobre aquilo que vai fazer. Antes de embarcar é bom ter o projecto bem formalizado em Portugal para quando lá chegar estar bem direccionado e posicionado. Mas a escolha do parceiro é, sem dúvida, muito importante.

 

Fale-nos da nova lei. Até que ponto é que a nova lei angolana para o investimento estrangeiro pode afligir quem quer investir em Angola?

Existe um limite mínimo neste momento para se fazer um investimento e estar abrangido por essa nova lei: que é de um milhão de dólares americanos. No contexto actual já começa a ser muito difícil arranjar um pacote de um milhão de dólares para investimento e isso poderá ser limitativo na maneira de fazer negócios.

 

Essa lei também é aplicada a quem tem parceiros locais?

Exactamente. Cada investidor externo tem que levar na bagagem - ou em equipamento, ou em dinheiro ou em 'know-how' - o equivalente a um milhão de dólares.

 

Isso torna a vida difícil às PME's?

Para pequenos e médios empresários o livro deixa algumas portas de alternativas.

 

Que alternativas são essas?

Nomeadamente a utilização da plataforma de Cabo Verde; e a utilização de Cabo Verde como plataforma financeira e fiscal para entrada em Angola. Desde logo porque há uma moeda - que é o escudo caboverdiano - que está perfeitamente indexado ao euro (quando Angola está dolarizada) e um sistema fiscal muito similar ao nosso. Bem como uma convenção de dupla tributação de Portugal - Cabo Verde, que, por exemplo, não existe com Angola .

 

Atribulações de um Português a fazer negócios em Angola

Nuno Gomes Ferreira e Paulo Ferreira, Esfera dos Livros, 240 págs, 17 euros.

 

 
publicado por livrosemanias às 11:33
link do post | comentar | favorito
|


Mais sobre mim
Sobre a Mafalda

More about me
About Mafalda

Agenda
Agenda

África, Ásia e Brasil
Quer ir para Angola?

Around the World

pesquisar

 

Maio 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


posts recentes

Homenagem ao Professor Ve...

Sócrates perde para Astér...

'Jogadas' com Blatter e o...

Ondjaki vence Prémio Lite...

Moçambique, Astérix, cris...

Biblioteca de Papel no CC...

Gomes Ferreira continua a...

MBA júnior, inteligência ...

Sócrates, Soares e Lula ...

" O meu programa de Gover...

arquivos

Maio 2014

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

blogs SAPO

subscrever feeds