Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

Dona Berta de Bissau

 

 

 
 
 
Livro em análise na Ideias em Estante
 

Dona Berta de Bissau (Âncora Editora), de José Ceitil

 

 

"Este é um daqueles livros que contém história. O relato de vida não de uma só pessoa, mas de vários indivíduos.

O que marca a vida? Além das pessoas, com as quais temos a sorte de nos cruzar, a forma como encaramos as adversidades da vida;e, o sorriso com que nos entregamos ao dia a dia. Aos outros, às horas, que por nós passam, aos segundos, que mudamos. E tudo isto apenas num dia.

O caso de D.Berta - ou Avó Berta, como é carinhosamente tratada pelos milhares de netos, que criou ao longo da vida - é um exemplo de quem viveu, com garras e simultaneamente com ternura, a vida.

Como escreve José Ceitil, autor deste livro, "a biografia é uma homenagem e um tributo". Esta Biografia reúne um conjunto de entrevistas feitas à D. Berta, na Pensão Central (Bissau, Guiné); e, também vários testemunhos de quem conviveu com D. Berta.

É uma forma de gratidão, transcrita para o papel. Para as páginas, que são unidas pelo verbo amar. Um verbo que representa o conteúdo da vida de Berta Bento. Nascida em Cabo Verde, chegou à Guiné -Bissau em 1948, casou com um português e adoptou o mundo, através de todas as nacionalidades que abraçou na Varanda da Pensão Central. Uma varanda com marca "B" de Berta, de Bissau e de Benção. Afinal quem não se sente abençoado por com D. Berta ter privado? ( Uma rima com música. Casal habitué, na dita Varanda).

 "

 Este texto foi publicado na Ideias em Estante de 23/11/2012.

 

 

 

 

Economia em várias vertentes

BANCA, ECONOMIA VERDE, ENERGIA, ROMANCE, VIDA, D.BERTA. BISSAU. TUDO PALAVRAS QUE MARCAM OS LANÇAMENTOS SÓCIO-ECONÓMICOS DA SEMANA. UMA EQUAÇÃO QUE JUNTA ECONOMIA COM OUTRAS TANTAS COISAS MAIS.

 

Pacto de Silêncio

Energia e outras forças poderosas, capazes de prender a atenção do leitor, são os ingredientes deste romance, que aborda uma questão económica primordial nos nossos dias: a energia. Mas vai mais longe: apresenta a moralidade, servida, tomo a liberdade de escrever, numa bandeja de prata (metal, que em tempos de crise é cada vez mais rara, dada a elevada procura).

"Jogos de poder nos corredores da Europa dos grandes interesses" é como André Pinto Bessa, autor de "Pacto de Silêncio ( Padrões Culturais Editora), o descreve. Acrescentando, ainda no subtítulo deste livro, que o mesmo apresenta "uma conspiração de encobrimento e fraude e o dilema entre conveniências e integridade."

"A informação económica que incluí neste romance foi recolhida de fontes oficiais", esclarece o autor. Um factor que constitui um factor de diferenciação, na hora de escolher "o que ler". Apesar do realismo, transmitido pelos números, André Pinto Bessa adverte que "Mas, tratando-se de uma romance e não de um estudo técnico ou económico sobre opções de estratégica energética, não espere o leitor especialista que seja tudo rigorosamente cientifico". Ainda bem, diria!

A Banca em Portugal e a Economia Verde

Será que a "Banca", considerada, pela maioria dos cidadãos, a grande culpada desta grande crise pode casar com a "Ética"?

Segundo Sofia Santos, autora de "A Banca em Portugal e a Economia Verde - O Poder dos Bancos para um novo Desenvolvimento Económico" (Bnomics), este casamento não só é possível, como é desejável. Isto porque as actividades da banca conseguem influenciar a economia real e ter consequências na vida de cada indivíduo. Segundo a autora "na realidade os bancos têm também a capacidade de promover uma melhor alocação de recursos naturais, sendo vistos por muitos autores como verdadeiros catalizadores do desenvolvimento sustentável". Como? " Se os bancos decidirem emprestar dinheiro apenas a projectos em que os riscos ambientais estão devidamente acautelados e disponibilizar, por exemplo, a taxas de juro ligeiramente mais baixas... estão a promover a produção e o consumo sustentável, que está no centro da Política Europeia para 2020". (apenas para dar um exemplo.) E o certo é que já existem bancos internacionais a incluir nas análises de risco de negócio os (desejáveis) critérios ambientais.

É a chamada "revolução verde" no sector bancário.

Uma "revolution" que poderá ser também uma forma de garantir, novamente, simpatias entre os cidadãos e a Banca.

Bom nicho. Também de marketing!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por livrosemanias às 19:50
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