Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Sete perguntas a Nuno Camarneiro, vencedor do "LeYa"

 

 

Qual o significado deste prémio (leYa) na sua carreira?

É um grande motivo de orgulho, sobretudo por saber que o prémio é atribuído sem que se conheçam os nomes dos autores e, como tal, baseado apenas nos méritos do romance.

 

Tem uma carreira “multifacetada”. Em que é que isso ajuda “na arte da escrita”?

Todas as experiências que temos podem ser úteis e podem ser transformadas em literatura. A ciência deu-me boas ferramentas de análise e a arte de fazer perguntas, a escrita agradece.

 

Considera-se um homem prático?

Tento não tornar a vida mais complicada do que ela já é, mas nem sempre sou o “Nuno engenheiro”. Felizmente tenho familiares e amigos que sabem chamar-me à razão.

 

Quem são os autores que mais o influenciam?

São muitos e variados. Leio de tudo, dos clássicos aos contemporâneos, portugueses, europeus e americanos. Vou-me apaixonando por autores e por vezes leio a obra completa antes de passar ao próximo.

 

Na área económica, alguma obra a destacar? E alguma mensagem sobre “o estado do país?”

Confesso que não costumo ler livros sobre economia, mas as grandes obras dão-nos com frequência uma perspectiva dos grandes movimentos sociais e económicos. Talvez os políticos e os decisores devessem ler mais e melhor ficção para saberem interpretar a realidade.

 

Já ganhou muitos prémios e /ou bolsas no passado? Se sim, quais?

Foram-me atribuídas algumas bolsas de investigação, aqui em Portugal, em Itália e até uma bolsa europeia (Marie Curie). Este foi o meu segundo prémio literário, depois de ter sido “Monstro do Ano” numa cerimónia bastante ecléctica organizada pelo Fernando Alvim.

 

Quer deixar uma mensagem para os jovens desempregados? Se sim, qual?

Não sou tão arrogante que acredite ter algo de muito significativo a dizer. Dir-lhes-ia o mesmo que digo aos meus amigos que estão nessa situação: arranja um projecto de que gostes e atira-te a ele, é importante que os dias tenham uma direcção.

 

 

Sobre o autor (in Good Readers)

Nuno Camarneiro nasceu em 1977. Natural da Figueira da Foz, licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra, onde se dedicou à investigação durante alguns anos.

Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) em Genebra e concluiu o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural em Florença.

Em 2010 regressou a Portugal, sendo actualmente investigador na Universidade de Aveiro e professor do curso de Restauro na Universidade Portucalense do Porto. Começou por se dedicar à micronarrativa, tendo alguns dos seus contos sido publicados em colectâneas e revistas. “No Meu Peito não Cabem Pássaros” é a sua estreia no romance.

 

--
Esta entrevista foi anunciada na edição de hoje da "Ideias em Estante", coluna publicada no Diário Económico
publicado por livrosemanias às 10:51
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