Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

"Troika Ano II" em destaque. "Porque devemos sair do Euro" a liderar

TOP 10

Económico

Os livros de gestão e economia mais vendidos de 13 A 19 de Maio de 2013

 

 

1

Porque Devemos Sair do Euro

João Ferreira do Amaral (Lua de Papel)

 

Entrevista ao autor (Ideias em Estante/Etv)

 

2

Aprenda com a Mafia

Louis Ferrante (A Esfera dos Livros)

 

3

Desta Vez é Diferente

Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff (Actual)

 

e

 

As Raízes do Mal, A Troika e o Futuro

Miguel Frasquilho (Bnomics)

 

Entrevista ao autor ( Ideias em Estante/Etv)

 

5

Isto é um Assalto

Francisco Louçã e Mariana Mortágua com ilustrações de Nuno Saraiva (Bertrand)

 

6

A Teia do Poder

Fernando Sobral e Pedro Santos Guerreiro (Zebra)

 

7

Bolsa - Investir nos Mercados Financeiros

Miguel Gomes da Silva (BookOut)

 

Entrevista ao autor (Ideias em Estante/Etv)

 

e

 

Euro Forte, Euro Fraco

Vítor Bento (Bnomics)

 

Entrevista ao autor (Ideias em Estante/Etv) e pré-publicação da obra

 

8

Brandsense

Martin Lindstrom (Gestão Plus)

 

9

Out of the Office - Trabalhar nunca foi tão fácil

Carlos Gonçalves e José Quaresma (Vida Económica)

 

10

O País que Não Resgatou os Seus Bancos

Marc-Pierre Dylan (Marcador)

 

Resenha e entrevista ao autor

 

 

O TOP ECONÓMICO é elaborado com a colaboração da Almedina, Babel, Barata, Bertrand, Book.it, Bulhosa e Fnac.

Este TOP é parte integrante da coluna "Ideias em Estante", da autoria de Mafalda de Avelar

 

 

LIVRO EM DESTAQUE

 

"Troika Ano II"

 

Como 66 cidadãos avaliam dois anos de 'troika'

 

VÁRIAS PERSONALIDADES DE DIFERENTES ÁREAS, IDADES E PERFIS REUNIRAM-SE PARA AVALIAR O QUE ACONTECEU NO PAÍS NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS. RESULTADO: UMA IDEIA DO QUE SERÁ O PÓS-TROIKA.

 

São 66 avaliações de 66 portugueses de distintas áreas da sociedade portuguesa que reuniram as suas opiniões num único livro: "Troika Ano II". A obra, coordenada por Eduardo Paz Ferreira, surge no rasto da Conferência "Troika Ano II", organizada pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal e pelo Instituto Europeu para assinalar os dois anos da assinatura do memorando de entendimento de assistência financeira a Portugal. Da esquerda à direita, das artes aos números, todos se juntaram com um fim comum: avaliar. "Pela minha parte, sempre pensei que o mínimo que se poderia exigir é que o trabalho da 'troika' fosse avaliado. E foi isso que fui fazendo em diversas sessões organizadas no quadro do IDEFF, nas quais tive o grato prazer de contar com um vasto leque de personalidades que, generosamente, se juntaram para apreciar o que a 'troika', ou o Governo, por sua indicação (ou superando-a mesmo, como foi tantas vezes orgulhosamente proclamado), ia levando a cabo", explica Eduardo Paz Ferreira. "Muitas destas personalidades e outras que, pela primeira vez, se juntaram ao nosso esforço de reflexão, corresponderam ao desafio para colaborar neste livro." Dessas 66 opiniões, conheça cinco de diferentes quadrantes e perspectivas que pode encontrar em 'Troika II'.

O que diz Silva Lopes, economista

Troika II: "O que é fundamental na reforma da estrutura produtiva nacional é que o sector transaccionável cresça mais do que o não transaccionável. Para isso, é desejável que, ao contrário do que se tem verificado até aqui, o primeiro desses sectores passe a ser favorecido por tratamentos discriminatórios em relação ao segundo. Em regra, isso tende a acontecer automaticamente quando se recorre a desvalorizações cambiais, uma vez que, em regra, estas fazem subir rapidamente o rácio entre os preços do sector transaccionável e os do não transaccionável."

O que diz Jacinto Lucas Pires , escritor

"A 'troika' é um erro crasso. E é o maior trunfo dado pela União Europeia aos eurocépticos. Mais: a 'troika' é antieuropeísta. Infelizmente, não estou a brincar. A ideia de um grupo de emissários técnicos que, enquanto representantes da Comissão Europeia, do BCE e do FMI, vêm a um país da União 'indicar soluções', 'sugerir opções', 'dar orientações', 'afinar metas' (escolha-se o eufemismo que se quiser) ao governo desse país, é uma ideia capaz de destruir o sonho europeu em três tempos. Não, infelizmente não estou a exagerar. (...) Numa união digna desse nome, não pode haver 'resgates' nem 'troikas'. "

O que diz Rui Machete, consultor

Como vê o Portugal pós-troika? "Muito embora a chamada política de austeridade se tenha de manter ainda por largos anos, a libertação de muitas das obrigações impostas irá permitir, em matéria de objectivos quantitativos, uma minoração modesta dos sacrifícios actuais por que o povo português está passando. É também possível que a maior autonomia de que gozará em matéria económica o Governo português lhe venha a permitir tomar medidas de fomento mais eficientes e gozar de um maior espaço de manobra garantido pelas normas comunitárias em vigor para os Estados-membros não sujeitos ao condicionalismo interventivo imposto pela ajuda financeira. Por tudo isto, não ter que negociar um segundo resgate constitui um objectivo muito importante e, afinal, a pedra de toque para ajuizar do êxito ou do falhanço da actual política."

O que diz Octávio Teixeira, economista

Já perdemos tempo demais: "Os resultados não podem ser escamoteados. Todos os problemas do país se agravaram: a economia entrou numa efectiva espiral recessiva cujo fim não se vislumbra, o investimento em queda acentuada, o dramático e insustentável nível de desemprego não cessa de aumentar (incidindo com particular acuidade nos jovens, o que suscita problemas não só para o presente como para o futuro), acentua-se o empobrecimento da generalidade dos cidadãos. Há quem, como o primeiro-ministro, apresente como resultado positivo a redução do défice da balança corrente. Mas esse resultado resulta basicamente da recessão económica e da queda brutal da procura interna, não por efeito de alterações na estrutura produtiva e na competitividade, pelo que apresentá-lo como positivo espelha irresponsável autismo exacerbado.

O que diz Eduardo Paz Ferreira, coordenador do livro

"Após um período de atordoado e envergonhado silêncio em que apenas os sectores políticos mais à esquerda manifestaram dúvidas sobre o sentido das políticas de austeridade desenhadas, o mal-estar foi-se instalando na sociedade portuguesa e as dúvidas acumulando-se. (...) De um ponto de vista europeu, a 'troika' representa a vitória da tecnocracia sobre a política, do cinzentismo sobre a transparência, da cartilha sobre as ideias, dos pequenos interesses sobre o bem comum. A Europa não, não pode ser isto: pôr três técnicos num avião para eles irem às capitais dos países endividados 'dar instruções' aos governos desses países. Tem de ser precisamente o contrário..."

Emissão de "Ideias em Estante" Às terças-feiras, às 14h45; com repetição às 23h45. Sábados às 16h45; e Domingos, às 19h30

 

 

Em destaque

 

"Moeda Saramago" faz parte da colecção 'Escritores Europeus'

Foi lançada quarta-feira passada uma peça especial: a moeda Saramago. Assinada pelo escultor Vítor Santos, esta moeda tem a imagem do rosto do escritor português José Saramago. Gravada está ainda a distinção feita em 1998 pela Academia Sueca ao escritor português, que lhe atribuiu o Prémio Nobel da Literatura. A emissão especial de moeda surge no âmbito da coleção "Escritores Europeus" da Série Europa. Cervantes, James Joyce e Gustave Flaubert são alguns dos escritores que já foram distinguidos por esta iniciativa.

 

(Data: 24/05/2013/Publicação: DIÁRIO ECONÓMICO/Autor: MAFALDA DE AVELAR)

publicado por livrosemanias às 18:34
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