Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Sabia que o sexto homem mais rico do mundo tem uma empresa com sede na Ilha da Madeira? "So what?" afirmam uns; "Que horror", outros; "Ainda bem!", outros ainda....

Caríssimos leitores: antes de mais gostaria de partilhar a inquietude que muitos leitores e telespectadores do ETV têm mostrado ao assistir com indignação ao "ataque" de João Pedro Martins, autor de "Suite 605", à Zona Franca da Madeira. Assim sendo sinto -me no dever de dar voz à opinião de quem defende a Zona Franca. E que considera este ataque descabido e sem sentido.

                                     

Serão publicados em breve, neste espaço, dados que mostram o contra ponto da tese defendida neste livro. Números que mostram, segundo a opinião de quem defende a Zona Franca da Madeira, que esta Zona não só dá emprego a cerca de 3000 pessoas como constituiu uma fonte de receitas fiscais importantes e necessárias para a Madeira e para Portugal.

 

Numa altura de "ataques" é sim importante distinguir águas e não confundir assuntos, tais como o "buraco da Madeira", que a existir nos prejudica a todos. Pela conduta ética que me assiste e sempre a favor do bem do nosso País, que mais do que nunca, necessita de todos nós,entendo por bem dar voz aos leitores que não concordam com o conteúdo deste livro. Relembro que esta é uma rubrica de livros, onde os autores partilham com os leitores o conteúdo das suas obras.

 

Por ser um espaço feito por si e para si, todos os comentários são muito bem vindos.

 

Obrigada!

 

 

 

 

---

Sabia que o sexto homem mais rico do mundo tem uma empresa com sede na ilha da Madeira? O indiano Lakshimi Mittal, patrão da ArcelorMitta, conhecido no circuito social por ter oferecido à filha o casamento mais caro do mundo (30 milhões de libras), é um dos empresários que coabita na suite 605 da ilha da Madeira. Em apenas 100 metros quadrados existem centenas de empresas que tem um objectivo único: fugir aos impostos. Quem o afirma é  João Pedro Martins, autor de “Suite 605”, um livro polémico onde são dadas a conhecer muitas histórias que causam, no mínimo, inflamações urticárias. E ninguém lhe escapa: da OPA à TVI, que foi feita a partir da suite 605, ao esquema de fuga de impostos do Vaticano, que usou uma empresa na Madeira para vender crucifixos sem pagar impostos. Tudo nesta obra está retratado. À pergunta "onde vai buscar provas para as suas acusações" o autor responde: “Veja os estudos internacionais citados no livro”. Como não poderia deixar de ser esta foi sem dúvida uma entrevista (muito) emotiva. O sangue estava na guelra. Expressões como “isto é uma vergonha para os contribuintes portugueses!” marcaram o tom da conversa que pode ser vista na íntegra  no ETV.  

 

Assista à entrevista ao autor do polémico livro " Suite 605".

 

Segundo João Pedro Martins  há uma elite que tem usado a zona franca da Madeira, uma região que perde cerca de dois mil milhões de euros por ser considerada zona franca. Mas há mais. Afima o autor que tiveram sede na "Suite 605" cerca de 1000 empresas em 10 anos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escute o contraponto a esta entrevista aqui. (Entrevista a Patrick Dewerbe, que defende que a Madeira e o País só têm a ganhar por a Madeira ser considerada uma "Zona Franca")

 


publicado por livrosemanias às 17:34
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7 comentários:
De L. Freitas a 23 de Setembro de 2011 às 23:39
Cara Mafalda,
Achei bastante séria a sua postura na entrevista com o autor do livro sobre a ZFM. No entanto sugiro que agora você convide para uma entrevista os representantes do escritório que ocupam a sala 605 da Avenida Arriaga nº 77, no Funchal. Seria importante dar uma oportunidade ao outro lado de contestar. Não acha justo? Afinal de contas o tal jornalismo investigativo deste senhor não teve a mínima curiosidade em entrevistar qualquer representante da empresa que funciona na referida morada.Por que será?
Ficou também sem resposta a sua pergunta sobre como que a Madeira receberia os € 900 milhões que deixaram de ser cobrados de impostos. Afinal de contas as empresas só se estabeleceram na ZFM atraídas pelos incentivos fiscais. Sem os incentivos as empresas não ficam. Pior ainda, sem os incentivos ou um regime fiscal atraente elas "voam" para a concorrência. Agora resta perguntar ao autor do livro se os austríacos estão indignados porque a CSN acaba de transferir as suas operações da Madeira para Viena, incluindo os 30 executivos que viviam com suas famílias no Funchal. Ou se o Luxemburgo e seus habitantes irão fazer alguma manifestação contra a instalação das operações da Arcelormittal que foram deslocalizadas da Madeira para lá. E eu poderia continuar lhe oferecendo dezenas de outros exemplos para demonstrar que o Sr. Martins não percebe nada deste assunto ou, se percebe, agiu com inequívoca má fé.


De BCF a 29 de Setembro de 2011 às 12:49
O senhor Freitas, ou quiçá, Luiz Augusto, tem os seus interesses bem protegidos, suponho...tem ganho mto com a ZFM, suponho...tem contribuido para que empresas de todo o mundo fujam aos seus impostos...e gostava de saber que tem ganho Portugal com isso, que tem ganho a própria Madeira...se é tão bom e proveitoso "para todos", pq está o país como está? Pq pagam os tugas cada vez mais impostos e possibilitam a determinadas empresas que não paguem quase nada no seu territorio? Enfim...vergonha...


De João Ramos a 27 de Setembro de 2011 às 11:13
E os restantes impostos e taxas?
IRS dos seus funcionários, são quadros altamente qualificados, logo ganham muito bem, logo tem uma taxa de IRS alta, e consequentemente pagam também muito de Segurança Social, além de uma substancial quantia de IVA.
Se essas empresas não estiverem sediadas na Madeira, fica a Madeira prejudicada directa pelos impostos e indirectamente pelos postos de trabalho, directos e indirectos.
Numa região pequena como a Madeira, há que ter em atenção, que mais vale ter pouco por muito tempo, do que muito por uns dias.
Lembrem-se que a Yahoo e a AOL , deixaram a Madeira, e a Google deixou de vir, por causa da subida de 1% da Taxa do IVA, e foram se posicionar no Luxemburgo.
E o MAR - Centro Internacional de Navios, vejam quanto dinheiro deixará de entrar nos cofres da Madeira, por ter nos seus estatutos uma alínea estapafúrdia , de diz que metade da tripulação tem de falar português.
A estas coisas, esse senhor não fala.
Julgo que nem sabe do que fala, e se calhar nunca teve na Madeira, ou então é um português daqueles que se os outros estados beneficiarem, são bons, mas se for Portugal, são uma cambada de pelintras.
Gostava de saber quantas empresas este senhor já criou, e se as fez, qual foi os lucros que obteve.


De O SÁTIRO a 29 de Setembro de 2011 às 20:24
A postura deste "investigador" é igual á daqueles que vivem nos luxos capitalistas, mas são contra o próprio capitalismo que lhe dá os luxos...problema mental grave, semd dúvida.
Para eles, bom mesmo é Cuba...fome, miséria...prisões arbitrárias...polícia política por todos os cantos.
ainda agora se noticiou que os cubanos vão ser autorizados a comprar carros DEPOIS DE CINQUENTA ANOS DE PROIBIÇÃO.
Os críticos da ZFM de certeza que têm bons carros de luxo...mas deviam viver como os cubanos...


De luis barbosa a 4 de Outubro de 2011 às 06:16
Bom dia Mafalda
Seguidor atento deste sitio, como espectador, é uma feliz coincidência ter ontem falado consigo. Este tema da Zona franca na Madeira, o livro onde me parece querer-se escandalizar, depois de anos no quase anonimato e "indiferenças", um paraíso fiscal também este "concebido e gerido" à boa maneira Portuguesa, livro que não li e confesso-me nada curioso em fazê-lo por um apátrida qualquer" ter subitamente decidido editar algo "a bem da Nação e dos ancestrais bons costumes", procurando com isso a fonte de receita adicional e de sobrevivência que vai necessitar depois de delatar temas que pela sua natureza me parecem, como cidadão, "matéria classified ". A meu ver trata-se de um miserável Madeiraleaks " perpetrado por alguém que considero um "desertor" usando linguagem apropriada aos casos militares. É do conhecimento de um qualquer esclarecido atento, que as zonas francas, constituídas sempre com o aval de Estados e Governos, tem por objectivo essencial criar uma zona neutra de capitalização das mais valias obtidas por esses mesmos Estados na concessão de isenções fiscais a investidores de peso, assegurando assim que a "contabilidade global", cada vez mais assente em premissas virtuais e especulativas do seu valor real e validade por essa conduta, possa ser positiva e permita "credibilizar" também as contas públicas, onde, sem sofisma, "interessa" ter "activos financeiros " relevantes e dourados!
A meu ver, de mero espectador en passant , este tema da Zona Franca é mais um dos exercícios soduku " que traduzem o mesmo de nada!
Mas dá jeito ao Pais e alguns especuladores de opinião que estes episódios venham a publico em certos momentos da vida das Sociedades, o caso da Portuguesa, que descredibilizada pela acção dos "politiqueiros", interessa e convém que se lancem ideias sob a forma de "factos", enfim "produtos", que possibilitem a distracção da opinião publica, altamente deficitária no conhecimento e saber destas matérias, e incendiar "hectares" de emoções já em rubro, por força da miséria que se instalou e vai progredir Cá e Lá.
A Madeira é uma placa de Petri , onde em zona circunscrita, de fácil domínio espacial, se exercitam técnicas ancestrais de manipulação da ignorância Torna-se por isso fácil , e a prova ai está, isolar por um lado "o progresso" e, a convir, "o desperdício conjugado com usurpação de poder".
Ainda a meu ver, este incêndio que sucede ao dilúvio " serve ao momento e dá jeito na parca sustentabilidade dos media. A "promiscuidade" desenvolveu-se em Portugal e no seio das suas famílias , de forma absolutamente descontrolada! Este "fenómeno" iniciado com a adesão da Portugal á politica comum Europeia e ao Euro, trouxe a euforia do fácil, e a consequente perda ou adormecimento de valores estruturais de extrema importância pela sua competência As famílias embarcaram no verdadeiro "conto do vigário", que aqui trarei ao detalhe se interessar, em primeiro a si que faz um bom jornalismo, asséptico e impoluto, que é devoradora de livros e pessoa aparentemente sensata, e aos leitores deste sitio a quem interessar aprender o que realmente se esconde por detrás deste fantástico conto, que identifico com a Sociedade em que vivemos. A Zona Franca da Madeira é um bom património nacional, pena que nos últimos tempos tenha dado cobertura à gigantesca e aparente fraude do sistema bancário em Portugal...
Grato na liberdade de expressão


De jorge alves a 6 de Outubro de 2011 às 00:01
tristezad país... qto + pobre melhor...


De luis barbosa a 12 de Outubro de 2011 às 00:16
Que pais? O do pobre ou o dos tristes?


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